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| 04/07/2004 |
No meu quarto

Escrito por Emerson Wiskow às 23h08
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Calcinhas na caixa de correspondência
A coisa foi realmente muito estranha quando começaram a surgir aquelas calcinhas na minha caixa de correspondência. Fazia uma noite agradável de primavera, uma noite clara com todas aquelas estrelas brilhando lá em cima. Eu estava longe do movimento morando na parte calma de um gigantesco bairro na cidade de Canoas, que ficava há poucos quilômentros de Porto Alegre. Estava em casa e resolvi sair para o pátio a fim de pegar um pouco de ar depois de ler durante uma hora A Idade do Ferro, de Coetzee. Tinha comprado o livro numa banca de revistas, era usado e estava perdido entre muitos outros livros do estilo Sabrina. Fora um achado e o preço era uma bagatela de apenas quatro reais. Estava solitário e tentava espantar o tédio lendo, fumando, bebendo café e indo ao pátio de tempos em tempos numa esperança frustrada de que alguém pudesse aparecer. Esperava que surgisse uma mulher, havia aquelas estrelas lá em cima, sobre minha cabeça, e quem sabe de lá pudesse surgir uma maravilhosa e suculenta mulher. Claro que nada disso aconteceu e eu sabia que seria mais uma longa e torturante noite.
Resolvi dar uma olhada na caixa de correspondência, passavam-se das onze horas da noite e eu não esperava encontrar nenhuma correspondência que pudesse me trazer uma boa notícia. Mesmo assim verifiquei-a como forma de matar o tempo. Abri a caixa de correspondência e lá estava ela, uma linda e real calcinha preta. Uma pequena calcinha com rendinhas, realmente muito sensual. Uma calcinha provocante. Peguei a calcinha, olhei para os lados para ver se havia alguma pessoa por perto, alguém que tivesse posto a calcinha na minha caixa de correspondência. Não havia ninguém. Fiquei ali por um breve instante com aquela calcinha nas mãos, tocando-a e analizando-a. Levei a calcinha para dentro de casa, sentei no sofá e fiquei observado-a, esticando-a entre as mãos, tentando imaginar o corpo que estivera dentro dela. Levei a calcinha ao nariz e a cherei. Havia o cheiro dela, o cheiro de uma calcinha usada. Um agradável cheiro de calcinha usada. Durante o dia seguinte enquanto andava pelas ruas do bairro ou quando via alguma mulher passando em frente a minha casa ficava imaginando se seria a mulher que havia colocado aquela calcinha em minha caixa de correspondência.
O negócio é que mais e mais calcinhas apareceram na minha caixa de correspondência. Sempre calcinhas com cores diferentes, tecidos diferentes, todas pequenas e sensuais, mas nada de bilhetes ou qualquer outra coisa que pudesse indicar quem havia posto as calcinhas ali. Claro que fiquei vigiando a caixa de correspondência, mas nunca consegui pegar a pessoa que deixava aquelas pequenas calcinhas enignáticas. Eram sempre calcinhas usadas, nunca novas, lavadas muitas vezes, algumas um pouco desfiadas e tinham o mesmo cheiro. Dava para sentir a buceta que ela cobrira. Dava para imaginar a calcinha enfiada no rêgo de alguma mulher antes de chegar à mim.
Numa madrugada quente em que as estrelas estavam lá em cima piscando incansavelmente e que eu fui a caixa de correspondência na esperança de que houvesse outra por ali, é que encontrei a terceira calcinha. A levei para dentro de casa, acendi um cigarro e comecei a apreciá-la, depois a cheirei e quando percebi estava tendo uma boa ereção. Não demorou muito para mim botar o meu pau para fora e me masturbar lentamente. Gostava daquilo, massageava meu pau enquanto cheirava e imaginava uma volumosa e suculenta buceta. Imagina a mulher que seria a dona da calcinha, imaginava penetrando-a e chupando-a. A cabeça do meu pau ali, vermelha e brilhante como um belo morango pronto a explodir. Fiz a coisa devagar até finalmente gozar. Limpei a porra na própria calcinha,o cigarro havia terminado de queimar no cinzeiro. Acendi outro cigarro e depois fui tentar dormir.
Uma semana se passou e minha coleção de calcinhas aumentava, até o dia que resolvi convidar Joana para vir até minha casa para beber um café e conversar. Resolvi testá-la para descobrir se ela sabia de alguma coisa. Joana aceitou o convite e apareceu no final da tarde.
- Vou preparar um café para nós Joana.
- Quer que eu faça?
- Não, você é minha convidada!
- humm...
Enquanto a água esquentava acendi um cigarro para mim e outro para Joana. Ela estava sentada em minha frente, vestindo uma calça de cóton azul justa ao seu belo corpo, mostrando todo o volume de suas grossas ancas e pernas. Tinha uma bela bunda volumosa e longos cabelos pretos. Uma deliciosa mulher de vila. Depois de algum rodeio enquando bebíamos o café e fumávamos lhe perguntei:
- Que tipo de calcinha você usa Joana?
- O que é isso Emerson?
- Uma pergunta.
- Ah... uso do tipo normal, nada demais...
- Deixa eu ver a que você está usando! - pedi.
Joana sorriu.
- Acha que vou te mostrar minha calcinha?
- Só um pouquinho, não tem nada demais nisso.
- Emerson... Emerson... Pra quê? Pra depois você escrever que te mostrei minhas calcinhas? Você esqueceu que sei muito bem que você escreve aquelas histórias contando sobre as mulheres que você se envolve!
- São histórias... Tudo inventadas, nada daquilo realmente aconteceu. Nunca escrevi sobre mulheres que conheci. Nunca aconteceu aquelas coisas que escrevi.
- Sei, sei...
Me aproximei de Joana e a peguei pela mão fazendo-a se levantar da cadeira. Ela sorriu como uma menininha tímida. Comecei a acarícia-la, lentamente, suavemente. Sou bom nisso. Muito bom. Claro. Eu tinha que ser bom em algo, o medíocre escritor pornográfico tinha que ser bom em algo. Não é bom em escrever. Apertei a cintura de Joana, macia, saborosa, logo tive uma ereção. Beijei Joana e rocei meu pau duro junto ao corpo de Joana. Queria me mostrar. Queria que ela sentisse o efeito que ela tinha sobre mim. Deslizei minhas mãos em sua bunda grande e firme. Ah, Joana.
- Emerson... seu cachorro, se escrever sobre isso te mato.
- Joana, jamais eu faria isso - eu disse com a voz transformada, depois enfiei a mão entre os dois grandes montes de carne da bunda de Joana, passei a mão no seu rêgo. Logo após virei-a de costas para mim, acocorei-me diante e sua bunda e baixei-lhe sua calça. Lá estava diante de mim, uma bunda linda, morena, grande e suave. Era comovente. Entre aquelas carne uma pequena calcinha preta perdia-se enfiada no seu rabo. A calcinha, para surpresa minha era como as que haviam aparecido na minha caixa de correspondência.
- Joana, anda aparecendo umas calcinhas na minha caixa de correspondência. E elas são como essa que você está usando. Joana riu.
- Fui eu. Fui eu que as coloquei lá.
- Você não presta Joana. Não presta.
Ela empinou a bunda para trás, enfiando-a em minha cara. Descobri o mistério das calcinhas e Joana voltou outras vezes para despi-las para mim.
Escrito por Emerson Wiskow às 23h04
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